MINISTÉRIO pÚBLICO PARAÍBA

LOCALIZAÇÃO : JOÃO PESSOA ,PARAÍBA

ÁREA DO TERRENO : 23.788,10 m²

ÁREA CONSTRUÍDA : 24.000,00 m²

CONCURSO

Através das rampas e lajes onduladas que compõem a grande base da edificação, com recortes sinuosos e nada cartesianos, desenha de topo, de lado e (com suas sombras) no solo, o movimento das ondas irreverentes do mar batendo na praia.

A sinuosidade da curva e suavidade da rampa promove a integração sem agressão ou imposição de segregações. É sempre um convite a entrar, é sempre um desejo de explorar, há sempre a busca pelo lugar gostoso de estar, protegido, acolhedor e ao mesmo tempo inusitado: esse é o conceito adotado para a duplicação do térreo, dispondo os diversos usos comunitários e as condições de acesso na relação público/privado previstas no programa do Complexo do MPPB.

O CONCEITO

A PRAIA e a MATA, a leste e a oeste respectivamente do terreno, são referências de paisagem que se pretendeu buscar como ALMA DO PROJETO.

O verde rasteiro por sobre uma das lajes que recobre a biblioteca, se estende pelo térreo em canteiros entremeados de pequenos espelhos d’água – quase córregos, avançando em direção ao Oeste por sob os pilares/palafitas como a vegetação baixa do mangue que se apropria de parte do grande espelho d’água e vai se transformando na densa vegetação Atlântica até revestir uma parede “falésia” na dimensão do edifício administrativo “conversando” com a distante, mas presente, mata nativa.

O conceito do verde se apropria mais do que o plano bidimensional do térreo. Assume todas as dimensões correndo em rampas de cobertura que são piso, no edifício de trabalho e no anteparo da rampa. Lançada para fora do edifício, a rampa com sua parede verde permite, a quem percorrê-la, variar a visão entre a vegetação e a paisagem construída da cidade e propicia, em seus estágios de mudança de direção um breve descanso ou permite ali um momento de descontração observando em vários níveis o istmo de Cabedelo, o mangue, o Rio Paraíba, enfim a mescla da cidade com beleza da natureza preservada.

SUSTENTABILIDADE

A sustentabilidade de uma obra se inicia com a apropriação do terreno pelo projeto. A pouca movimentação de terra foi um dos elementos base na conceituação da implantação proposta. Assumindo a existência de platôs já criados no terreno, a definição de ocupação previu o máximo de aproveitamento deles, considerando ainda a adequabilidade de acesso em razão da própria topografia das vias de acesso ao lote.

O sol intenso da região determina a implantação de edifícios protegidos, ou melhor, de edifícios que garantam a proteção e o conforto das pessoas. Esta é uma das bases conceituais do conforto térmico adotado na definição do projeto. As grandes ondas de concreto são proteção nos dois níveis de praça que, combinando com a vegetação que permeia e envolve esses espaços, garante o frescor e bem estar, constituindo-se num local arejado, gostoso de estar, prazeroso para o convívio, o bate papo, o descanso momentâneo.  

O edifício administrativo proposto como lâmina, direcionada no sentido Norte-Sul, tem a insolação das salas só em um dos períodos do dia – manhã, no lado Leste e tarde, no lado Oeste – cuja incidência prejudicial do sol, ainda que parcial, implica na definição de proteção, sem, entretanto eliminar a luminosidade natural, tão adequada e confortável à visão diurna para o trabalho intelectual e administrativo. Placas metálicas de alumínio perfurado, resistentes à maresia, leves para serem estruturadas, de fácil fixação e manutenção, foram definidas como a solução de adequação termo-ambiental, para solucionar os períodos críticos de insolação indesejada.

 Os ventos predominantes, vindos da direção Sudeste, compostos com a brisa do mar permeiam os espaços entre as coberturas dos diferentes níveis de térreo propostos, tendo como barreira efetiva tão somente as massas verdes definidas pelo paisagismo desenhado, uma vez que são poucas as áreas fechadas nesses pavimentos. Já no edifício administrativo, os ventos tem a função de arejar e harmonizar a temperatura ambiente, uma vez que os anteparos metálicos, definidores da proteção dos raios solares, são perfurados com o intuito de garantir a permeabilidade desejada para ingresso dos ventos e sua travessia gratificante pelas salas que permitem, dadas as distribuições estudadas, a ventilação cruzada tão ou mais eficiente que qualquer máquina produtora de ar refrigerado.

Equipe : Estúdio Mirar Giovanni Campari Denise Xavier Alexandre Quene Antônio Netto Anuar Naboulsi Fernando Festa Gustavo Marroni Renata da Silva

Equipe : Estúdio Mirar Giovanni Campari Denise Xavier Alexandre Quene Antônio Netto Anuar Naboulsi Fernando Festa Gustavo Marroni Renata da Silva

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